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Especialistas garantem segurança da vacina contra a gripe A
Segunda fase da campanha de imunização começa na segunda-feira, e correntes de internet têm citado supostos riscos da vacina à saúde.
Com a proximidade da segunda fase da campanha de imunização contra a Gripe A no Brasil, que vai se iniciar na segunda-feira (22), cresce nos meios de comunicação a polêmica a respeito da nova vacina. A campanha começou no dia 8 deste mês, mas voltada apenas para os profissionais da área de saúde. Só agora vai começar a abranger uma parcela mais ampla da população, voltando-se para gestantes, doentes crônicos e crianças que tenham entre seis meses e 2 anos de idade. Ana faz parte do grupo de risco, que deve ser vacinado na próxima etapa da campanha, a partir desta segunda-feira (22). Também fazem parte do grupo: os indígenas que vivem em aldeias; os portadores de doenças crônicas, independente da idade; as crianças de 6 meses a 2 anos; e adultos entre 20 e 39 anos. No entanto, para instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Escola Nacional de Saúde Pública, o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, a vacina deve sim ser tomada. ![]() É o que comenta a subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Juliana Araújo. “Toda vacinação pode causar dor local, febre baixa e dor de cabeça. Porém, a vacinação já foi aplicada em vários países e não se tem nenhum relato de efeito adverso de grande preocupação. Além do mais, o estado dispõe de uma equipe médica a postos para eventos adversos”, explicou. Um dos emails começa da seguinte maneira: “NÃO TOME A VACINA! - Leia até o final, a decisão é sua!”. No corpo da mensagem, são enumerados oito motivos pelos quais as pessoas não devem se vacinar. O texto acusa a presença de elementos como o mercúrio, esqualeno e até mesmo células cancerígenas na substância. ![]() Para o médico infectologista Alexandre Motta Câmara, essas correntes não tem nenhum fundamento científico. “Eu próprio já me vacinei. Toda vacina tem algum grau – em geral muito pequeno – de potencial reação grave. Porém, o risco é infinitamente menor que a própria doença. O risco de não vacinar é substancialmente maior que o de vacinar-se”, alertou. E completou. “Em geral, estas correntes estão repletas de ignorância e preconceito. Lamentavelmente, uma parcela das pessoas que as recebem não têm o bom senso de deletá-las e as reencaminham”, disse o Dr. Motta. Juliana Araújo comenta ainda que a única contra-indicação da vacina é para pessoas sensíveis à substância do ovo. “No mais, é uma vacina segura, feita em laboratório estéril. As doses são distribuídas pelo Ministério da Saúde, através de dois laboratórios internacionais e do Butantan”, garantiu. O governo brasileiro comprou 92 milhões de doses da vacina contra a gripe A. A estimativa do Ministério da Saúde é que se consiga imunizar pelo menos 80% desse contingente. A vacinação está acontecendo simultaneamente em todo o território nacional. Para o Rio Grande do Norte, foram disponibilizadas 1 milhão e 600 mil doses. Confira o cronograma de vacinação no Brasil:
Fonte: Nominuto . |